Um homem vai passeando por uma passeio cheio de palmeiras de uma cidade do sul,anda a passo rápido,tem a sensação de que lhe estão a seguir:
-¡vêm a por mim!,¡seguro!,saí da cafetaría e olharam-me,¿porqué?,dobrei à direita,disto já faz uns vinte e sete segundos,girei eu minha cabeça duas vezes para atrás e uma à cada lado,¡não deixam de me olhar!,¡em tom ofensivo!.
-¡Olha que te reolha!,¡minha colega!,o que vem ali;e é que é um pobre desgraçado de vida nómada e desconsolado,uma macaca dizia assim a outra,subida ao lombo de sua colega,emboscadas numa das gigantes palmeiras que em bicha prolongada traçavam fronteira.
O rugir das motorizadas ferozes das planicies da calçada,eram assim separadas das que andavam erguidas a duas patas alçadas;cómicas pareciam essas pessoas,aos olhos dos primatas.
E responde-lhe a outra macaca,que era um tanto como mais filosófica,com gesto pensativo,e abanarando-se com uma folha
-Perucas,gravatas,mochilas,óculos,amuletos,chinelas,alpargatas,pilhas,faixas... e até chapéus de alta copa;misturado todo isso com pingas de semeia trágica em suas vidas,pois bebem de confusos mananciais,tentam alguns não se ver forçados à deriva e lutam contra as forças maléficas,e outros,muitos mais que eles,pelo efeito das marés da soberana estupidez da ignorância se assombram quando quem goza do fértil horto estando em silêncio e sombrio,em repouso depois do lavrantio
O homem suava,ao mesmo tempo que acelerava o passo com chancas de quatro metros e um milímetro de largo,assim era,porque em sua meditda ansiedade poética assim mesmo se dizia:
"vejo-me como se fosse uma enorme e frágil cana de bambu,muito delicada,que precisa que a toquem e saiam os altos hinos de sua música soprada,não é minha tristeza o me desesperar com isso,porque ao mesmo tempo que isto sucede consigo dar chancas que ultrapassam o determinado,¡ou uma coisa ou a outra!,a parte pelo todo ou nada,como o suco da ciência metido numa garrafa que não permitem abrir,¡só num destino que ensoñe,numa realidade que eu mesmo transforme,viverei em condição liviana,sentindo a cada vez mais a chamada do ar em meu triste morada."
Estava já à mesma altura que a da última palmeira que ficava entre ele e as macacas.Ouve-se um ruído como se fosse o de um ligeiro palé que cai desde uma primeira pranta,uma das macacas desceu,e com sua bicha escreveu um ¡Alto!,na atmosfera.
Ao ler tal imperativo o homem pára-se e olha à macaca que luze um sorriso espectacular par a seguir formar um círculo inchado com seus lábios sonrosados que emitiram estas palavras:
¡Não te seguem!,¡que não te seguem!.Ti,que achas que alguém espia o teu coração,não deves então olhar tanto para atrás,pois depois quando tenhas por teus imperiosas obrigações te inclinar para adiante te vai costar mais,¡simples lógica!;ademais,está o facto de que...¡imagina-te que para valer te seguissem!,e de tí suspeitassem,como se fossem polícias,quando mais olhes para atrás mais de tí suspeitarão,e se a gente suspeita em ti fragilidade poderão ir ao banquete abutres e outras bestas de tal oficio.
E o homem,ato seguido,por seu próprio peso e vontade subiu-se à palmeira,ajudado pelas duas macacas,uma lhe empurrava para acima e a outra pegava com seu braço a mão do homem.
xurxo fernandez gonzalez
-¡vêm a por mim!,¡seguro!,saí da cafetaría e olharam-me,¿porqué?,dobrei à direita,disto já faz uns vinte e sete segundos,girei eu minha cabeça duas vezes para atrás e uma à cada lado,¡não deixam de me olhar!,¡em tom ofensivo!.
-¡Olha que te reolha!,¡minha colega!,o que vem ali;e é que é um pobre desgraçado de vida nómada e desconsolado,uma macaca dizia assim a outra,subida ao lombo de sua colega,emboscadas numa das gigantes palmeiras que em bicha prolongada traçavam fronteira.
O rugir das motorizadas ferozes das planicies da calçada,eram assim separadas das que andavam erguidas a duas patas alçadas;cómicas pareciam essas pessoas,aos olhos dos primatas.
E responde-lhe a outra macaca,que era um tanto como mais filosófica,com gesto pensativo,e abanarando-se com uma folha
-Perucas,gravatas,mochilas,óculos,amuletos,chinelas,alpargatas,pilhas,faixas... e até chapéus de alta copa;misturado todo isso com pingas de semeia trágica em suas vidas,pois bebem de confusos mananciais,tentam alguns não se ver forçados à deriva e lutam contra as forças maléficas,e outros,muitos mais que eles,pelo efeito das marés da soberana estupidez da ignorância se assombram quando quem goza do fértil horto estando em silêncio e sombrio,em repouso depois do lavrantio
O homem suava,ao mesmo tempo que acelerava o passo com chancas de quatro metros e um milímetro de largo,assim era,porque em sua meditda ansiedade poética assim mesmo se dizia:
"vejo-me como se fosse uma enorme e frágil cana de bambu,muito delicada,que precisa que a toquem e saiam os altos hinos de sua música soprada,não é minha tristeza o me desesperar com isso,porque ao mesmo tempo que isto sucede consigo dar chancas que ultrapassam o determinado,¡ou uma coisa ou a outra!,a parte pelo todo ou nada,como o suco da ciência metido numa garrafa que não permitem abrir,¡só num destino que ensoñe,numa realidade que eu mesmo transforme,viverei em condição liviana,sentindo a cada vez mais a chamada do ar em meu triste morada."
Estava já à mesma altura que a da última palmeira que ficava entre ele e as macacas.Ouve-se um ruído como se fosse o de um ligeiro palé que cai desde uma primeira pranta,uma das macacas desceu,e com sua bicha escreveu um ¡Alto!,na atmosfera.
Ao ler tal imperativo o homem pára-se e olha à macaca que luze um sorriso espectacular par a seguir formar um círculo inchado com seus lábios sonrosados que emitiram estas palavras:
¡Não te seguem!,¡que não te seguem!.Ti,que achas que alguém espia o teu coração,não deves então olhar tanto para atrás,pois depois quando tenhas por teus imperiosas obrigações te inclinar para adiante te vai costar mais,¡simples lógica!;ademais,está o facto de que...¡imagina-te que para valer te seguissem!,e de tí suspeitassem,como se fossem polícias,quando mais olhes para atrás mais de tí suspeitarão,e se a gente suspeita em ti fragilidade poderão ir ao banquete abutres e outras bestas de tal oficio.
E o homem,ato seguido,por seu próprio peso e vontade subiu-se à palmeira,ajudado pelas duas macacas,uma lhe empurrava para acima e a outra pegava com seu braço a mão do homem.
xurxo fernandez gonzalez
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